Acabei de ler,de Antoine de Saint-Exupéry,pouquissímas páginas,com sensações jamais sentidas pelo pequeno príncipe,aquarelas fofas e simples.
O livro conta que o principezinho está apaixonado,porém continua sensível e doce como sempre,somente se comunica por cartas com quem está enamorado,cartas a uma desconhecida...

Mas não parece muito feliz,teme não tornar a ve-la.
Pequeno trecho:
"E dizia à ovelhinha,quando preferia ser pastor:"Você é uma linda ovelha,leal e corajosa.É tão doce passar a mão na sua lã.Tem-se a impressão de estar abençoando..."
Outras vezes sonhava que não era nem uma ovelha nem um naviozinho.Era uma mulher.Então imaginava ser responsável por ela,como uma amante-até o amanhecer.Eu lhe dizia:'Durma bem,amada...' Ah!sei bem que isso não quer dizer grande coisa,apenas que tenho muito amor pelo amor.Eu lhe dizia:'durma'...e logo a acordava.É assim o amor.
Eu lhe dizia 'durma' e a acordava.Senão,como poderia adormecê-la?E quando a acordava,ah!eu trapaceava!Pensava que vamos tão longe no amor quanto no sono.Queria fazê-la viajar no amor.
Eu era um pouco aquele comandante que leva seu navio para onde não deve,para as estrelas,era um pouco aqueles pastor que come a sua ovelha.Era um pouco um ladrão de sono...
Foi essa a história que sonhei para inventar para mim mesmo,uma última lembrança que valesse a pena.Sei bem que não tenho direito de ser pastor de uma ovelha,nem capitão de uma ovelha...Mas se me dá prazer esquecer seu esquecimento e inventar para mim mesmo uma lembrança?"
Palavras que esquentam meu coração,pena que amor assim não seja só conto de fadas...correr o risco de nunca mais poder amar,isso me dá calafrios,me aterroriza...Só basta-me viver como se fosse o último beijo,o último abraço e a última vez...última,única...

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