sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Oceano-Djavan
"Esqueço que amar...É quase uma dor..."
Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão,
Dava prá ver o tempo ruir
Cadê você?
Que solidão!
Esquecera de mim?
Enfim,
De tudo o que
Há na terra
Não há nada em lugar
Nenhum!
Que vá crescer
Sem você chegar
Longe de ti
Tudo parou
Ninguém sabe
O que eu sofri...
Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor...
Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
E esqueço que amar
É quase uma dor...
Só sei viver
Se for por você!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Música

"A vida é uma ópera...","Tudo é música"
Trecho de Dom Casmurro
Machado de Assis

CAPÍTULO IX / A ÓPERA

Já não tinha voz, mas teimava em dizer que a tinha. "O desuso é que me faz mal", acrescentava. Sempre que uma companhia nova chegava da Europa, ia ao empresário e expunha-lhe todas as injustiças da terra e do céu; o empresário cometia mais uma, e ele saía a bradar contra a iniqüidade. Trazia ainda os bigodes dos seus papéis. Quando andava, apesar de velho, parecia cortejar uma princesa de Babilônia. As vezes, cantarolava, sem abrir a boca, algum trecho ainda mais idoso que ele ou tanto - vozes assim abafadas são sempre possíveis. Vinha aqui jantar comigo algumas vezes. Uma noite, depois de muito Chianti, repetiu-me a definição do costume, e como eu lhe dissesse que a vida tanto podia ser uma ópera, como uma viagem de mar ou uma batalha, abanou a cabeça e replicou:

_A vida é uma ópera e uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimirás, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimirás. Há coros a numerosos, muitos bailados, e a orquestração é excelente...

--Mas, meu caro Marcolini...

--Quê... E depois, de beber um gole de licor, pousou o cálix, e expôs-me a história da criação, com palavras que vou resumir.

Deus é o poeta. A música é de Satanás, jovem maestro de muito futuro, que aprendeu no conservatório do céu. Rival de Miguel, Raiael e Gabriel, não tolerava a precedência que eles tinham na distribuição dos prêmios. Pode ser também que a música em demasia doce e mística daqueles outros condiscípulos fosse aborrecível ao seu gênio essencialmente trágico. Tramou uma rebelião que foi descoberta a tempo, e ele expulso do conservatório. Tudo se teria passa do sem mais nada, se Deus não houvesse escrito um libreto de ópera do qual abrira mão, por entender que tal gênero de recreio era impróprio da sua eternidade. Satanás levou o manuscrito consigo para o inferno. Com o fim de mostrar que valia mais que os outros, e acaso para reconciliar-se com o céu,
--compôs a partitura, e logo que a acabou foi levá-la ao Padre Eterno.


--Senhor, não desaprendi as lições recebidas, disse-lhe. Aqui tendes a partitura, escutai-a emendai-a, fazei-a executar, e se a achardes digna das alturas, admiti-me com ela a vossos pés...
--Não, retorquiu o Senhor, não quero ouvir nada.
--Mas, Senhor...
--Nada! nada! Satanás suplicou ainda, sem melhor fortuna, até que Deus, cansado e cheio de misericórdia, consentiu em que a ópera fosse executada, mas fora do céu. Criou um teatro especial, este planeta, e inventou uma companhia inteira, com todas as partes, primárias e comprimárias, coros e bailarinos.
--Ouvi agora alguns ensaios!
--Não, não quero saber de ensaios. Basta-me haver composto o libreto; estou pronto a dividir contigo os direitos de autor. Foi talvez um mal esta recusa; dela resultaram alguns desconcertos que a audiência prévia e a colaboração amiga teriam evitado com efeito, há lugares em que o verso vai para a direita e a música, para a esquerda. Não falta quem diga que nisso mesmo está a além da composição, fugindo à monotonia, e assim explicam o terceto do Aden, a ária de Abel, os coros da guilhotina e da escravidão. Não é raro que os mesmos lances se reproduzam, sem razão suficiente. Certos motivos cansam à força de repetição. Também há obscuridades; o maestro abusa das massas corais, encobrindo muita vez o sentido por um modo confuso. As partes orquestrais são aliás tratadas com grande perícia. Tal é a opinião dos imparciais. Os amigos do maestro querem que dificilmente se possa acha obra tão bem acabada. Um ou outro admite certas rudezas e tais ou quais lacunas, mas com o andar da ópera é provável que estas sejam preenchidas ou explicadas, e aquelas desapareçam inteiramente, não se negando o maestro a emendar a obra onde achar que não responde de todo ao pensamento sublime do poeta. Já não dizem c mesmo os amigos deste. Juram que o libreto foi sacrificado, que a partitura corrompeu o sentido da letra, e, posto seja bonita em alguns lugares, e trabalhada com arte em outros, é absolutamente diversa e até contrária ao drama. O grotesco, por exemplo, não está no texto do poeta; é uma excrescência para imitar as Mulheres Patuscas de Windsor. Este ponto é contestado pelos satanistas com alguma aparência de razão. Dizem eles que, ao tempo em que o jovem Satanás compôs a grande ópera, nem essa farsa nem Shakespeare eram nascidos. Chegam a afirmar que o poeta inglês não teve outro gênio senão transcrever a letra da ópera, com tal arte e fidelidade, que parece ele próprio o autor da composição; mas, evidentemente, é um plagiário. --Esta peça, concluiu o velho tenor, durará enquanto durar o teatro, não se podendo calcular em que tempo será ele demolido por utilidade astronômica. O êxito é crescente. Poeta e músico recebem pontualmente os seus direitos autorais, que não são os mesmos, porque a regra da divisão é aquilo da Escritura: "Muitos são os chamados, poucos ao escolhidos". Deus recebe eu ouro, Satanás em papel.
--Tem graça... --Graça? bradou ele com fúria; mas aquietou-se logo, e replicou: Caro Santiago, eu não tenho graça, eu tenho horror à graça. Isto que digo é a verdade pura e última. Um dia. quando todos os livros forem queimados por inúteis, há de haver algum, pode ser que tenor, e talvez italiano, que ensine esta verdade aos homens. Tudo é música, meu amigo. No princípio era o dó, e do dó fez-se ré, etc. Este cálix (e enchia-o novamente), este cálix é um breve estribilho. Não se ouve? Também não se ouve o pau nem a pedra, mas tudo cabe na mesma ópera...
Poema do Mi pra Ká

Com teu sorriso, me olha
me encanta, me anima
me levanta, me domina
enlouquece-me com teu jeito de flor
Ah! puro amor, doce esplendor!
Com jeitinho me beija
me deseja, me faz sonhar
como resistira tal encanto?
Só mesmo tonto
pra não te querer,
Te Amo!
S2
Ahhhhhhh,momentos bons...Inesquecíveis...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

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Poema retirado de um trecho do DVD "Dois Quartos" Ana Carolina
Ana declamando poema... adaptação dela, com trechos de poemas de Fabricio Carpinejar e Bóris Pasternak [Gravação do DVD 2 Quartos/Credicard Hall - 24/11/07]

Te olho nos olhos e você reclama;
que te olho muito profundamente
Desculpa...
Tudo que vivi foi profundamente
Eu te ensinei o que sou
e você...
Foi me tirando os espaços
entre os abraços,guarda-me apenas uma fresta
Eu que sempre fui livre
não importava que os outros dissessem
Até onde posso ir pra te resgatar?
Reclama de mim,como se ouvesse a possibilidade
de me inventar de novo
Desculpa...
Se te olho profundamente,rente a pele
a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços
a ponto de ver a estrada muito antes dos teus passos
Eu não vou separar minhas vitórias
dos meus fracassos
Eu não vou renunciar a mim
nenhuma parte,nenhum pedaço
do meu ser,vibrante,errante,sujo,livre,quente...
Eu quero estar viva e permanecer
te olhando profundamente...
Mas nada como ouvir da maravilhosa voz da Ana:
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Solidão

Expressa claramente o que senti hoje,sem mais palavras

Uma maior solidão

Uma maior solidão
Lentamente se aproxima
Do meu triste coração.

Enevoa-se-me o ser
Como um olhar a cegar,
A cegar, a escurecer.

Jazo-me sem nexo, ou fim...
Tanto nada quis de nada,
Que hoje nada o quer de mim.

Fernando Pessoa, 23-10-1931

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O Egoísmo...





Minha felicidade sou eu , não você.

Não só porque você pode ser temporário,

mas também porque você quer que eu seja

o que não sou...

Não posso ser feliz quando mudo

só para satisfazer a você.

só para satisfazer seu egoísmo

Nem posso me sentir contente

quando você me critica por ter meus pensamentos,

ou por ver o que você não vê...

Você me chama de rebelde.

No entanto, cada vez que rejeitei suas crenças...

você se rebelou contra mim...

não procuro moldar sua mente..

Sei que você está se esforçando para ser só você...

E não posso permitir que me diga o que quer ser

,pois estou concentrada em ser eu...

Você disse que eu era transparente…

e fácil de esquecer....

mas, então, porque tentou usar a minha vida??

para provar a si mesmo o que você é...??!!

É o egoísmo falando alto.


Liv Ullmann

egoísmo?

Sou humano, logo sou egoísta.Quem?Eu????????É, o egoísmo é uma das maiores características deste ser pensante, o HOMEM,característica inevítavel mesmo ninguém querendo admitir,afinal egoísmo é uma palavra muito forte e muito feia, ninguém aceita ser chamado de egoísta,como centro das atenções por um tempo ainda maior, e depois de tudo elucidado, sairá se sentindo vitorioso. Somos “expert” em identificarmos o egoísmo alheio,até mesmo tomar "posse" do egoísmo do outro.Me impressiona como as pessoas querem tomar para si a vida do outro e na maioria das vezes são pessoas que dizem nos amar,pessoas mais próximas,elas pensam estar fazendo o bem para o outro,mas não conseguem enxergar a verdadeira felicidade para o próximo.E o que nos resta?

Ama-las...Sim,a tarefa não é nada fácil,mas como dizem ,o amor transforma e eu acredito nisso.


Imagem:http://avidae.com.br/wp-content/uploads/2008/11/20061006105354-egoismo.jpg

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Carta do Papa João Paulo II aos Artistas

Ontem tive oportunidade de participar de uma formação para músicos...
A animação e palestras ficaram por conta do pessoal da Comunidade Recado de Tatuí...
Foi muito bom,eles resumiram um pouco de como ser instrumento de Deus e de como usar seu dom em favor daquele que o deu,por amor,para realmente conseguirmos compartilhar a paz que sentimos quando tocamos...
Entre uma palestra e outra,ele acabou comentando sobre uma carta que o Papa João Paulo II dedicou aos artistas,assim como ele que também era um.

A carta deixa sem dúvidas a importância que a Arte em geral tem dentro da igreja,a necessidade da arte na igreja e vice-versa.

Pequeno trecho da carta do Papa


"CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II AOS ARTISTAS
1999
A todos aqueles que apaixonadamente procuram novas « epifanias » da beleza para oferecê-las ao mundo como criação artística.
« Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa » (Gn 1,31).
"(...)A vocação artística ao serviço da beleza
3. Um conhecido poeta polaco, Cyprian Norwid, escreveu: « A beleza é para dar entusiasmo ao trabalho, o trabalho para ressurgir ».(3)
O tema da beleza é qualificante, ao falar de arte. Esse tema apareceu já, quando sublinhei o olhar de complacência que Deus lançou sobre a criação. Ao pôr em relevo que tudo o que tinha criado era bom, Deus viu também que era belo.(4) A confrontação entre o bom e o belo gera sugestivas reflexões. Em certo sentido, a beleza é a expressão visível do bem, do mesmo modo que o bem é a condição metafísica da beleza. Justamente o entenderam os Gregos, quando, fundindo os dois conceitos, cunharam uma palavra que abraça a ambos: « kalokagathía », ou seja, « beleza-bondade ». A este respeito, escreve Platão: « A força do Bem refugiou-se na natureza do Belo ».(5)
Vivendo e agindo é que o homem estabelece a sua relação com o ser, a verdade e o bem. O artista vive numa relação peculiar com a beleza. Pode-se dizer, com profunda verdade, que a beleza é a vocação a que o Criador o chamou com o dom do « talento artístico ». E também este é, certamente, um talento que, na linha da parábola evangélica dos talentos (cf. Mt 25,14-30), se deve pôr a render.
Tocamos aqui um ponto essencial. Quem tiver notado em si mesmo esta espécie de centelha divina que é a vocação artística — de poeta, escritor, pintor, escultor, arquitecto, músico, actor... —, adverte ao mesmo tempo a obrigação de não desperdiçar este talento, mas de o desenvolver para colocá-lo ao serviço do próximo e de toda a humanidade.
(...)A Igreja precisa da arte
12. Para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou, a Igreja tem necessidade da arte. De facto, deve tornar perceptível e até o mais fascinante possível o mundo do espírito, do invisível, de Deus. Por isso, tem de transpor para fórmulas significativas aquilo que, em si mesmo, é inefável. Ora, a arte possui uma capacidade muito própria de captar os diversos aspectos da mensagem, traduzindo-os em cores, formas, sons que estimulam a intuição de quem os vê e ouve. E isto, sem privar a própria mensagem do seu valor transcendente e do seu halo de mistério.
A Igreja precisa particularmente de quem saiba realizar tudo isto no plano literário e figurativo, trabalhando com as infinitas possibilidades das imagens e suas valências simbólicas. O próprio Cristo utilizou amplamente as imagens na sua pregação, em plena coerência, aliás, com a opção que, pela Encarnação, fizera d'Ele mesmo o ícone do Deus invisível.
A Igreja tem igualmente necessidade dos músicos. Quantas composições sacras foram elaboradas, ao longo dos séculos, por pessoas profundamente imbuídas pelo sentido do mistério! Crentes sem número alimentaram a sua fé com as melodias nascidas do coração de outros crentes, que se tornaram parte da Liturgia ou pelo menos uma ajuda muito válida para a sua decorosa realização. No cântico, a fé é sentida como uma exuberância de alegria, de amor, de segura esperança da intervenção salvífica de Deus.
A Igreja precisa de arquitectos, porque tem necessidade de espaços onde congregar o povo cristão e celebrar os mistérios da salvação. Depois das terríveis destruições da última guerra mundial e com o crescimento das cidades, uma nova geração de arquitectos se amalgamou com as exigências do culto cristão, confirmando a capacidade de inspiração que possui o tema religioso relativamente também aos critérios arquitectónicos do nosso tempo. De facto, não raro se construíram templos, que são simultaneamente lugares de oração e autênticas obras de arte.
A arte precisa da Igreja?
13. Portanto, a Igreja tem necessidade da arte. Pode-se dizer também que a arte precisa da Igreja? A pergunta pode parecer provocatória. Mas, se for compreendida no seu recto sentido, obedece a uma motivação legítima e profunda. Na realidade, o artista vive sempre à procura do sentido mais íntimo das coisas; toda a sua preocupação é conseguir exprimir o mundo do inefável. Como não ver então a grande fonte de inspiração que pode ser, para ele, esta espécie de pátria da alma que é a religião? Não é porventura no âmbito religioso que se colocam as questões pessoais mais importantes e se procuram as respostas existenciais definitivas?
De facto, o tema religioso é dos mais tratados pelos artistas de cada época. A Igreja tem feito sempre apelo às suas capacidades criativas, para interpretar a mensagem evangélica e a sua aplicação à vida concreta da comunidade cristã. Esta colaboração tem sido fonte de mútuo enriquecimento espiritual. Em última instância, dela tirou vantagem a compreensão do homem, da sua imagem autêntica, da sua verdade. Sobressaiu também o laço peculiar que existe entre a arte e a revelação cristã. Isto não quer dizer que o génio humano não tenha encontrado estímulos também noutros contextos religiosos; basta recordar a arte antiga, sobretudo grega e romana, e a arte ainda florescente das vetustas civilizações do Oriente. A verdade é que o cristianismo, em virtude do dogma central da encarnação do Verbo de Deus, oferece ao artista um horizonte particularmente rico de motivos de inspiração. Que grande empobrecimento seria para a arte o abandono desse manancial inexaurível que é o Evangelho!...
Carta inteira:

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Iconografia Cristã

Iconografia Cristã

O que é o ícone?

A iconografia,arte verdadeira e própria dos primeiros cristãos,se desenvoilve através dos séculos a partir das catacumbas,atravessa os concílios,a iconoclastia,perfazendo um longo caminho.A iconografia é arte teológica,tornando possível a união da arte e da teologia na criação de um ícone.Mais que uma obra de arte,o ícone faz um apelo àquela arte que permite a passagem do visível ao invísivel.A beleza de um ícone não é exclusivamente estética,nem exclusivamente espiritual,mas interior.Quem o contempla deve acolher a luz que é DEUS para poder perceber no olhar purificado,a clareza do Tabor,que transfigura a matéria.O ícone,representação de uma realidade transcendente,preenche a nossa visão de um universo de beleza.A meditação diantedo ícone se torna um suporte de ordem porque fixa no espírito através da imagem,que o envia e o concentra através da realidade simbólica.No ícone a matéria não é violentada,mas é como Deus a criou.Porque todos os materiais e os ingredientes utilizados provêm do mundo mineral,vegetal e orgânico e são chamados a participar da transfiguração do cosmo,pois o iconógrafo deve espiritualizar a realidade sensível.O ícone é teofânico,signo visível da presença invisível,e ultrapassa o pintor e o espectador,a causa do elemento transcendente que nela habita.O ícone,portanto é a Palavra em cor e forma.O ícone possui um valor sacramental.Não só reflete a Glória do Reino,mas contém a energia vivificante,possui uma função mediadora na oração mais pessoal.
A palavra "ícone" deriva do grego "eikón", que significa imagem no sentido amplo da palavra.O ícone perfeito é Jesus Cristo,imagem do Pai.O ícone é toda uma liturgia sintetizada em uma pintura.


Em nossa comunidade ,a Igreja Santa Luzia foram pintadas pelo Paróco Padre Almir,duas obras sacras,uma no altar e uma no Santíssimo.A do altar,Cristo Pantocrator,ou seja Todo-Poderoso,dentre todos os ícones que tem uma cruz na auréola acima da cabeça,esta possui três letras gregas em casa uma das três pontas,que significam "Eu sou aquele que sou",mais acima nas duas extremidades aparece as iniciais em grego IC XC que significam Jesus Cristo.Em uma das mãos ele leva um livro aberto,que é o livro aberto,que é o livro indicado no apocalipse o qual só Cristo é digno de abrir,com a outra mão levantada Ele abençoa.O manto vermelho que cobre o corpo de Cristo representa sua humanidade,já a túnica azul esverdeado mostra sua divindade e eternidade,a estola dourada em seu ombro representa sua realeza.



A outra,no Sacrário,representa a representação de Deus em forma de sarça em chamas falando pela primeira vez com Moíses,guiando-o para ser instrumento da libertação do povo de Deus escravizado na época,Moisés tira suas sandálias por pisar em solo santo,as letras dentro da árvore significam "DEUS" e as ovelhas em direção á Deus representam nós,que somos seu rebanho,não dá pra ver na foto,mas há uma ovelha transviada,a ovelha negra,aquela que se volta do único caminho que é Deus.






Texto sobre o que é "Iconografia Cristã" no site:
Pintadas por Pe.Almir(Pároco)
Imagens tiradas na Igreja Santa Luzia/Boituva SP

Doce Prisão


Você me deixa de um jeito que não sei por onde ir
Parece que tem muitas saídas na sala,
mas me sinto preso;
Mas com a chave de todas as portas nas mãos;
E mais do que não conseguir sair;
É não querer sair,porque gosto;
Da...prisão...
Eis o teu ladrão...
Rendido ao teu charme!
Que prisão é essa;
A qual não me arrependo de estar?
Que maravilha é frequentar tal cela;
Ah se entendessem:como é bom estar preso...
Se soubessem de ti;
Meu doce sonho real;
Como é bom estar preso;
Preso em você!!!


R.de Oliveira

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

As sem-razões do amor...

As Sem-Razões do Amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo
Amor é estado de graça e com amor não se paga.
Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte, e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.
Simplismente Te amo porque eu te amo,não tem explicação e não tem porque ter.
Confuso?Não.É o amor,sentimento sem razão.

Sobre o blog...

Minha foto
Criei esse blog para compartilhar coisas que me chamam atenção,mas meu objetivo principal é manter contato com amigos e reviver lembranças inesquecíveis...